5 dicas para investir bem, na prática.

  1. Antes de começar a investir, você tem que poupar

    Enriquecer é um objetivo que qualquer pessoa pode atingir. Claro, considerando que enriquecer é uma medida relativa. Vejamos o exemplo de alguém que ganhe R$ 10 mil e consiga poupar R$ 1 mil por mês por 30 anos, com um rendimento real anual de 4,8%. O valor real acumulado, descontada a inflação, em 30 anos seria de R$ 770 mil. Nada mal pra quem poupou apenas R$ 1 mil por mês. Esta mesma pessoa poderia ficar 9 anos sem trabalhar, recebendo os R$ 9.000 por mês que gasta para viver, com base na poupança e no investimento que fez.

    Se esta pessoa passasse a poupar R$1.560 no lugar de R$ 1.000, em 30 anos teria R$ 1.202.000 e poderia ficar  18 anos recebendo os R$ 8.440 por mês que gasta atualmente, com o mesmo poder de compra.

    Observe que com 56% a mais de poupança, dobrou o tempo de aposentadoria. Quais as três regras de ouro que precisam ficar claras para quem quer ter sucesso acumulando riqueza:

    1 – Manter suas despesas sob controle, no menor patamar que puder

    2 – Garantir que a diferença entre o que gasta e o que ganha é a maior possível

    3 – Investir o dinheiro de maneira segura no longo prazo focado nos seus objetivos. Não é necessário correr riscos altos para acumular riqueza

    Neste ponto a pessoa mais cética está pensando: falar é fácil, difícil é conseguir viver com menos do que você ganha! É aí que algo precisa ficar absolutamente claro na cabeça de quem quer ter sucesso financeiro: Não há maneira de enriquecer se sua despesa é maior que sua receita!

    Se a pessoa ganha R$ 50 mil por mês e gasta absolutamente tudo, vai ter menos dinheiro acumulado que a pessoa que, no exemplo acima, teve a disciplina de poupar e investir e ganha 5 vezes menos.

    Neste momento, o mesmo cético pode pensar: se eu estiver pagando uma prestação de algo que comprei, também estarei acumulando riqueza. Sim, você estará poupando de qualquer forma se estiver pagando uma prestação, com a grande diferença de que sempre há juros embutidos em uma prestação. O que está poupando é menos do que estaria se estivesse investindo, pois parte do que está pagando está indo para o bolso de quem cobra os juros. Além disso, dependendo do bem que está comprando, é possível que haja perda de valor investido ao longo do tempo (ex: carro).

    Há muitas possibilidades de contestação da lógica das três regras de ouro, mas é incontestável que se segui-las seu resultado será fantástico.

  2. Você precisa saber quem você é e o quanto entende de investimentos

    É importante saber quem você é, sob o ponto de vista da forma que toma suas decisões e de sua aversão a risco. Investir é um processo que envolve decisões racionais, influenciadas por aspectos emocionais. Se fosse possível tirar a emoção da equação, investir seria um processo totalmente baseado em dados, informações e conhecimento. Mas não é assim que funciona, pois por trás de um investimento, há uma pessoa, com todas as suas emoções, anseios, expectativas, medos e desejos. Saber o quanto você está preparado para manter uma decisão racional tomada no passado é importante para que você, às vezes, não tome esta decisão logo no primeiro momento.A sua aversão ou apetite para risco também é crucial na tomada de decisão. Não se trata ainda de quanto você precisa tomar de risco para chegar a seu objetivo e sim da sua capacidade de aguentar as consequências do risco tomado.

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    Descubra seu perfil de investidor aqui.

    Uma vez que tenha consciência do seu perfil e do que pode fazer, é preciso se perguntar o quanto tem de conhecimento para tomar as decisões certas de onde, em que investir, quando, a que custo, por quanto tempo, com que risco, liquidez e expectativa de rentabilidade. Você conhece os pontos positivos e negativos sobre os ativos que estão disponíveis para investimento no mercado? Sabe quando investir no Tesouro Direto, CDB, LCI, Debentures, VGBL, Fundos de renda fixa, Multimercados, Ações, entre outros? Tem clareza de seus objetivos? Sabe onde quer chegar ou quer apenas a maior rentabilidade que conseguir, com o menor risco? Se é isto, sabe como chegar lá?

    Se não tem todo este expertise, é melhor pensar em buscar ajuda. Saber se você tem o conhecimento para fazer tudo isto sozinho ou escolher quem vai auxiliá-lo nesta jornada é tão importante quanto ter o dinheiro para investir.

  3. Onde quer chegar

    Apesar de estar sendo tratado em terceiro lugar, saber onde você quer chegar, quais são seus objetivos financeiros e suas metas pessoais deveria ser a primeira preocupação de sua jornada para a independência financeira. Mas na prática, a teoria é outra. Você normalmente começa a pensar em um destino financeiro quando vê que já está em movimento, economizando e investindo. Antes de começar a investir é difícil pensar em algo que não seja equilibrar despesas e receitas. Se você comparar sua vida financeira com a de uma empresa, verá que começar sem receita pensando em todos os passos para se tornar uma grande organização não é um exercício de insanidade, é apenas um sequenciamento de passos para atingir um propósito. Pensar nas suas finanças pessoais como se fosse uma empresa o ajuda a enxergar a necessidade do planejamento e o torna um empreendedor, pois empreender nada mais é do que “decidir realizar”.

    Estabelecer um objetivo claro não é trivial, pois requer que você pense com cuidado onde quer chegar, o que quer fazer, o que te deixa feliz, entre outras considerações e estabelecer um objetivo financeiro que permita que você realize o que definiu.

    Guardar para a aposentadoria requer fazer as contas de quanto tempo pretende trabalhar, quanto estará gastando quando se aposentar, por quanto tempo espera viver e precisar do valor definido, entre outras definições que afetarão o resultado final. Por exemplo, valores significativos a gastar no meio do caminho, como uma universidade estrangeira para um filho, a compra de seu primeiro imóvel ou uma casa na praia. Valores que possa receber são um outro parâmetro, como herança, ou uma causa na justiça, entre outros. Tudo isto é muito difícil de conceber quando se tem 25 anos e um pouco mais fácil quando se tem 45, pelo simples fato de que o pensar muitos e muitos anos na frente é extremamente árduo. Seja qual for o seu caso, ter metas é algo que o ajuda a direcionar seus esforços e construir o futuro que almeja. Se você prefere a filosofia Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar”, tenho certeza que é menos ansioso que nós, planejadores de futuro e com certeza este artigo não é pra você. Pra quem quer controle, ter metas é essencial.

    Se você não está preocupado com a aposentadoria e quer apenas aquele imóvel, ou férias anuais com todo o conforto que você merece, ou mesmo aquele ano sabático na Austrália, não importa, estabeleça objetivos e valores factíveis, em um tempo exequível. Fazer simulações para entender se sua meta é possível com os parâmetros que estabeleceu o permitirão chegar lá. Se você quer comprar um imóvel de R$ 1 milhão daqui a 10 anos e quando faz a simulação vê que só chegará a R$ 800 mil, é hora de pensar se aceita comprar um imóvel mais barato, se vai aumentar a poupança mensal, se pode esperar mais 2 anos, ou se vai ser mais arrojado em suas aplicações, correndo um pouco mais de risco para aumentar o retorno. Se você faz isto com a diligência dos grandes planejadores, suas chances de sucesso serão muito maiores.

  4. Que instituição escolherá para investir

    Por que só agora falar em onde investir? Por que agora você já tem dinheiro, já sabe se tem condição ou não de tomar a decisão de investimento sem ajuda e já sabe se teve ou não dificuldade em organizar seu planejamento. Em resumo, você fez uma auto avaliação e se considera um conhecedor dos fundamentos do mercado e decidiu que tem plena condição de definir a composição do seu portfólio para atender seus objetivos, ou não. Com estas informações, você tem condição de decidir qual o melhor agente do mercado para aplicar seu dinheiro.

    Se você for um expert

    Se você é realmente aquela pessoa que consegue administrar R$ 50 milhões sem precisar da ajuda de ninguém, você provavelmente já parou de ler este artigo há muito tempo. Se você tem algumas centenas de milhares de reais ou alguns milhões, você pode já ter ouvido falar dos serviços dos “Supermercados de Investimentos”.

    A grande discussão em torno destas plataformas é seu nível de independência, comparado com os bancos, pois alegam não cobrar nada do cliente, no entanto, sofrem dos mesmos conflitos de interesse, já que recebem mais ou menos comissão, dependendo do ativo que estão distribuindo. Os bancos se movem por interesses próprios, indicando aos clientes os produtos que lhe dão maior retorno. Seus gerentes têm metas de vendas de produtos e ganham mais se baterem metas. Já as plataformas abertas são remuneradas pelo gestor de recursos do fundo que ela vendeu ou pelo ganho na revenda de algum ativo que ela repassou para o cliente. Assim, o interesse do agente autônomo que está indicando certo investimento está alinhado com o sistema de remuneração e não com a necessidade do cliente. Conhecer esta regra do jogo é importante, mesmo pra quem tem um bom conhecimento de como montar sua carteira, pois o deixa mais alerta em checar os detalhes da oportunidade de investimento, seus custos, taxa de administração, de performance, carência, a expertise do gestor, entre outros pontos, sem confiar cegamente na indicação que recebeu.

    A pessoa que tem conhecimento para fazer estas análises têm nas grandes corretoras com plataformas abertas quase tudo o que precisa para investir bem o seu dinheiro. O planejamento detalhado das metas e do futuro ainda pode precisar de uma ajuda extra, visto que os sistemas disponíveis fazem o básico em relação a conhecer seu perfil e muito pouco em relação a um planejamento financeiro mais robusto.

    Se você não é um expert

    Você tem duas opções se não entende o suficiente de investimentos. Pode contratar um Consultor de Investimentos ou uma Gestora de Investimentos.

    Consultor de Investimentos

    Tome cuidado para não confundir com os Agentes Autônomos de Investimento. Estes Agentes Autônomos trabalham em conjunto com as corretoras e também recebem comissão a cada venda.

    O consultor de investimentos cobra uma taxa fixa para administrar seu patrimônio. Independente de onde ele alocar seu dinheiro, vai receber o mesmo valor, o que o torna independente o suficiente para buscar o melhor para seu cliente, já que não recebe nada a mais por escolher um ou outro fundo.

    A diferença é a tomada de decisão. O Consultor de Investimentos vai lhe custar um pouco mais, já que está recebendo um pequeno percentual para ser seu conselheiro, mas o fato de escolher o ativo que melhor o atende, pode eliminar custos e aumentar a aderência às suas necessidades de rentabilidade e liquidez. Você paga mais se contratar o Consultor de Investimentos, mas ele pode escolher o que você precisa e estar de fato defendendo seus interesses.

    Gestora de Investimentos

    Algumas Gestoras de Investimentos tem um modelo mais simplificado e barato de operação. Elas criam fundos para atender seus clientes e cobram uma taxa média para alocar os recursos dos clientes nestes fundos.

    Uma vez definido o perfil do cliente e o percentual que será aplicado em cada portfolio o recurso é dividido entre os fundos da casa. Não são disponibilizadas opções de várias instituições diferentes, com comissões diferentes para quem vende. Há 2 ou 3 opções que são balanceadas para atender a necessidade do cliente no longo prazo e as taxas de administração e performance são cobradas pelos fundos de forma transparente.

    O objetivo dessas Gestoras de Investimentos é tirar do cliente a responsabilidade de tomar a difícil decisão de investir e gerir seu dinheiro com um custo inferior ao dos bancos e das corretoras, mantendo o equilíbrio percentual que o portfólio deve ter para que não haja desbalanceamento ao longo do tempo.

    As Gestoras só possuem um caminho para aumentar sua receita: ter boa performance e aumentar o montante que tem sob gestão. Elas não conseguem aumentar sua receita recomendando ativos que paguem uma melhor comissão, pois alocam apenas em fundos da casa. Isto direciona seus interesses para um só, atender bem o cliente.

  1. Em que aplicar

    Não é necessário ter 500 opções de investimento para você escolher a melhor pra você. Aliás, isto dificulta o processo de tomada de decisão e o deixa mais vulnerável a uma recomendação equivocada.A simplificação do processo de investimento passa pela utilização de fundos que contemplem todas as características para atender às necessidades dos diversos perfis de cliente no longo prazo. Seja qual for o perfil, o cliente precisa ter aplicações mais conservadoras, utilizadas para proteger o patrimônio e trazer alguma rentabilidade, que precisam performar próximas ao CDI. Também precisa de aplicações mais arrojadas, que aumentem a probabilidade do portfólio apresentar uma rentabilidade maior, como um todo.

    Um cliente conservador pode ter um portfólio com 90% ou mais em Renda Fixa e 10% ou menos em Renda Variável e Multimercado. Um cliente Ultra Arrojado pode ter um portfólio com somente 40% em renda fixa, por exemplo. Vai depender da estratégia do Gestor de Investimentos. Esta é a principal preocupação que uma pessoa que quer investir e não tem muito conhecimento precisa ter na hora de escolher uma Gestora de Investimentos, comparar as estratégias e ver a que te deixa mais confortável.

    Vamos avaliar os quatro grandes grupos de investimentos que podem compor uma carteira balanceada. Em “Quer saber um pouco mais?” você terá um pouco mais de informação, por vezes usando termos mais técnicos.

    Renda Variável:
     

    Esta parte do portfólio é constituída por ações ou fundo de ações de empresas negociadas na bolsa de valores, podendo ser nacionais ou estrangeiras, assim como ETFs (Exchange-Traded Funds), conhecidos como fundos de índice. Exemplo: BOVA11, que replica o Ibovespa.

    O principal risco aqui deve-se à grande volatilidade desses ativos, que podem variar com os resultados financeiros divulgados pelas empresas em cada período, com a perspectiva econômica da empresa, do seu setor e do país, com eventos políticos nacionais e internacionais, entre outros fatores.

    A principal referência para se comparar os rendimentos dos ativos ou fundos de Renda Variável (benchmark) no Brasil é o Índice Bovespa.

    Quer saber um pouco mais? 

    Quando você compra uma ação, você está se tornando sócio da empresa que emitiu o papel. O preço dessa ação deve refletir um valor total da empresa e, para avaliar esse valor, é essencial entender quanto você espera que a companhia gere de ganho financeiro (fluxo de caixa livre para o acionista) a cada ano. Após definir quanto você acha que a empresa realmente vale, é hora de comparar esse valor com o valor que ela está sendo negociada (preço de mercado multiplicado pelo número de ações). Essa comparação te dará ideia do potencial de valorização da ação durante o tempo.

    Há outras formas de utilizar a análise do potencial ganho financeiro de uma empresa para estimar o preço adequado de suas ações? Sim, utilizando os conhecidos múltiplos financeiros. Por exemplo, o múltiplo P/L (preço lucro) compara o valor total da empresa com o multiplicador do lucro esperado da mesma. Os múltiplos ajudam também a comparar a ação analisada às outras do seu setor ou ao múltiplo que era negociado anos atrás.

    Multimercados: 

    Essa parte do portfolio é composta por fundos de investimentos que utilizam ativos de diferentes mercados – Exemplo: renda fixa, moedas, ações – o que envolve vários fatores de risco. Nos fundos multimercado, o gestor tem maior liberdade e em geral busca rendimentos mais elevados que a Renda Fixa, por isso o risco dessa classe tende a ser maior. Podem ser utilizados derivativos (ativos financeiros em que seu preço deriva de outro ativo, e.g., opções, contratos futuros) para proteção da carteira e, em alguns casos, para alavancagem.

    A principal referência para se comparar os rendimentos dos fundos Multimercado (benchmark) no Brasil é o CDI, mas dependendo da estratégia principal do gestor essa referência deve ser alterada.

    Quer saber um pouco mais? 

    Ao selecionar um fundo multimercado, é importante analisar não só sua rentabilidade histórica de curto e de longo prazo, mas também a volatilidade de seus rendimentos. Com isso, será possível entender se o retorno que o gestor do fundo alcançou é proporcional ao risco que ele tomou ao longo do tempo. Adicionalmente, é importante conhecer a gestora que gere aquele fundo, seus processos internos e o histórico dos demais fundos da casa. Por fim, para não estender demais, é essencial saber as estratégias principais que o fundo utiliza.

    Renda Fixa – Pós-Fixado: 

    Antes de explicar como funciona a Renda Fixa é necessário passar um recado muito importante, que é válido para milhões de brasileiros. Não invista na poupança! O rendimento é pior que os ativos detalhados abaixo, mesmo quando o risco é igual. Além disso, tem uma peculiaridade de só te pagar o rendimento se você tiver ficado um mês completo investido.

    Esta parte do portfólio pode ser composta tanto por títulos públicos quanto títulos privados. O nome pós-fixado vem do fato de que o rendimento desses ativos não é totalmente definido na hora da compra, ele é atrelado a alguma taxa de juros que pode variar pouco ou muito ao longo do tempo.

    A principal referência para se comparar os rendimentos dos ativos de Renda-Fixa Pós-Fixados (benchmark) no Brasil é o CDI.

    Quer saber um pouco mais? 

    O principal título público pós-fixado, e também um dos ativos mais seguros para se investir, é o Tesouro Selic ou LFT. Esse título paga aos seus investidores o percentual de rendimento atual dessa taxa, que é a taxa básica de juros definida pelo Banco Central. Se a taxa Selic subir ao longo do tempo, esses papéis passarão a render mais, ou o contrário.

    O principal risco desses ativos é o risco do governo, ou risco soberano, que é a probabilidade de o governo não pagar suas dívidas.

    Os títulos privados pós-fixados mais comuns são CDBs, LCIs e LCAs, que são emitidos por bancos, tendo os rendimentos atrelados ao CDI. Há também as debêntures pós-fixadas que são títulos de dívida emitidos por empresas privadas. O principal risco desses ativos é o de crédito. Esse risco é definido como a chance daquela empresa não pagar suas obrigações financeiras e afeta o valor do título comprado mesmo quando a empresa ainda está pagando os vencimentos em dia. Isso porque, quando o risco de uma empresa não pagar suas dívidas aumenta, o mercado exige um prêmio para correr aquele risco adicional reduzindo, por consequência, o preço dos seus títulos de crédito privado.

    Renda Fixa – Pré e Inflação: 

    Essa parte do portfólio também pode ser composta tanto por títulos públicos quanto títulos privados. O nome “prefixado” vem do fato de que pelo menos parte do rendimento desses ativos é definido no momento da compra. Em outras palavras, quando o investidor compra esse título já sabe quanto ganhará se mantiver o título até o vencimento. Alguns dos títulos nessa categoria pagam os juros prefixados e ainda devolvem a inflação do período.

    Na maioria das vezes, a principal referência para se comparar os rendimentos dos ativos de Renda-Fixa Pré e inflação (benchmark) é o CDI.

    Quer saber um pouco mais? 

    Os principais títulos públicos prefixados são as LTNs ou tesouro prefixado. Já os principais, indexados à inflação, são as NTNBs ou Tesouro IPCA+, que pagam a variação do IPCA mais uma parte prefixada.

    Assim como nos títulos pós-fixados do Tesouro Nacional, há o risco soberano, que é a probabilidade de o governo não pagar suas dívidas.

    Os títulos privados prefixados mais comuns são CDBs, LCIs, LCAs, debêntures, CRIs e CRAs.

    Os principais riscos destes ativos são o risco de mercado e o risco de crédito (descrito no texto sobre Renda Fixa Pós). O risco de mercado, que afeta tanto títulos públicos pré quanto de crédito privado pré, é mais relevante nesta categoria porque, quando um título paga uma remuneração pré-fixada, o preço desse título muda toda vez que a remuneração de mercado para esse mesmo ativo se altera.

    É um conceito complexo, mas um exemplo pode ajudar. Imagine que você investiu R$1.000 em um título que te pagará 10% de forma pré-fixada daqui a exatamente um ano. Ou seja, você receberá R$1.100. Se nesse mesmo dia você quiser revender no mercado esse título e o mercado pedir 15% de rentabilidade, você venderá por aproximadamente R$956 o mesmo papel. Isso porque R$956 é o valor que, investido a uma taxa de 15%, se transforma nos mesmos R$1.100 definidos para recebimento em 1 ano. O exemplo exagera na alteração da taxa, mas isso é proposital para ficar claro que é possível ter alterações de valor por conta das alterações na taxa.

    Composição dos Portfólios

    Como estressado anteriormente, cada investidor tem um perfil que combina sua forma de decidir, sob o ponto de vista de razão ou emoção, e sua maior ou menor aversão a risco.

    Para definir o portfólio que irá atender à sua necessidade, também devem ser considerados seus objetivos financeiros e a menor ou maior probabilidade de você conseguir atingi-los correndo o menor risco possível. Sempre respeitando o limite de seu perfil.

    Ao escolher um portfólio para o cliente o gestor precisa levar em consideração estes aspectos, pois a exposição a riscos para atingir maiores retornos deve ser balanceada para cada conjunto de fatores.

    Esta composição dos 4 investimentos descritos acima e o percentual de cada um para cada portfólio é importante para um planejamento financeiro de longo prazo e pode ser a diferença entre atingir o resultado que espera, ou ficar esperando para atingir o resultado. Não subestime o poder da aplicação correta do seu dinheiro. Investir bem, não é necessariamente ter a maior rentabilidade no menor tempo, é obter o resultado financeiro que vá realizar seus sonhos e atingir seus objetivos.


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